RODRIGUES ADVOCACIA PREVIDENCIÁRIA

ADVOGADO ESPECIALIZADO EM DIREITO PREVIDENCIÁRIO E GESTÃO PÚBLICA.

domingo, 30 de outubro de 2011

Resenha crítica de Contabilidade Pública

Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Aluno: Ernandes Pereira Rodrigues
Tutora: Júlia macedo
Curso: Bacharelado em Administração Pública
 Disciplina: Contabilidade Pública
 Data: 30/10/2011






                Resenha Crítica

Referências Bibliográficas

ANGÉLICO, João. Contabilidade pública. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade pública na gestão municipal. São Paulo: Atlas, 2002.
BRASIL. Lei n.4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4320.htm>. Acesso em: 23 set. 2010.
______. Decreto-Lei n. 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sobre a organização da Administração Federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. Disponível em: <http:// www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del0200.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/Leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Decreto n. 93.872, de 23 de dezembro de 1986. Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional, atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. Disponível em: <http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D93872.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Constituição República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constitui%C3%A7ao.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp101.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Decreto n. 3.589, de 6 de setembro de 2000. Dispõe sobre o Sistema de Contabilidade Federal e dá outras providências. Disponível em: <http://www.stn.fazenda.gov.br/legislacao/download/contabilidade/ Decreto3589_2000.PDF>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Lei n. 10.180, de 6 de fevereiro de 2001. Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. Disponível em: <http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10180.htm>. Acesso em: 22 out. 2010.
______. Portaria Interministerial n. 163, de 4 de maio de 2001. Dispõe sobre normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.tesouro.fazenda.gov.br/hp/downloads/ Portaria_Interm_163_2001_Atualizada_2010_25ago2010.pdf>. Acesso em: 10 out. 2010.
______. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Orçamento Federal. Manual técnico de orçamento MTO. Versão 2009. Brasília, 2008.
______. Resolução CFC n. 1.133, de 21 de novembro de 2008. Aprova a NBC T 16.6 - Demonstrações Contábeis. Disponível em: <http://www. normaslegais.com.br/legislacao/resolucaocfc1133_2008.htm>. Acesso em: 15 out. 2010.
GIACOMONI, James. Orçamento Público. São Paulo, ed. Atlas, 2007.
HOUAISS. Instituto Antonio Houaiss. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Versão monousuário, 3.0. CD-ROM. Objetiva: junho de 2009
KOHAMA, Hélio. Balanços públicos. São Paulo: Atlas, 1999.
______. Contabilidade Pública: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2006.
LACOMBE, Francisco José Masset. Dicionário de negócios: mais de 6.000 termos em inglês e português. São Paulo: Saraiva, 2009.


Credenciais dos autores

Rosaura Conceição Haddad
Servidora Pública há 30 anos, 1º órgão de origem Ministério da Fazenda, Ex-servidora da Secretaria do Tesouro Nacional – STN/CCONT, lotada na Coordenação Geral de Contabilidade – Chefe da Divisão de Procedimentos Contábeis, requisitada para a CISET/PR onde atua até os dias atuais, contadora de todos os Órgãos vinculados à Presidência da República/PR.
Francisco Glauber Lima Mota
Foi Analista de Finanças e Controle do Ministério da Fazenda e da Presidência da República. Atualmente é Contador da Câmara dos Deputados e professor do Centro Universitário de Brasília entre
Perspectiva teórica do livro
       Neste novo módulo, vamos buscar uma síntese ainda maior, focando o olhar na Contabilidade Pública. De certa maneira, esta disciplina aponta balizas gerais às atividades que gostaríamos de levar à frente como administradores.A contabilidade pública é de fundamental importância para a administração pública pois não somente coleta e registra os atos e fatos administrativos mas também controla o patrimônio público.
Resumo do livro
        O livro é formado por cinco unidades, cada uma delas sob a responsabilidade dos autores, traduzindo suas experiências e fundamentações sobre o estudo da contabilidade pública, ou seja, das principais tendências (a partir de processos administrativos).
       Nessa disciplina, você observará que a Contabilidade Pública está relacionada ao controle do orçamento e do patrimônio público e, a esta disciplina, cabe acompanhar todos os atos e fatos praticados pelo administrador, tendo como papel principal contribuir para o processo decisório.
       Na unidade um, é abordado os conceitos básicos sobre o orçamento e seu importante papel na Administração Pública. Em seguida, é explanado os três instrumentos básicos do planeja­mento: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Nessa mesma unidade, os autores deixam bem claro a importância dos princípios orçamentários, (Unidade, Universalidade, Anualidade, Equilíbrio, Exclusividade, Progra­mação, Legalidade, Orçamento Bruto, Não-Afetação da Receita e Especificação ou Especialização) e a descentralização orça­mentária e financeira para facilitar a compreensão das próxi­mas Unidades, uma vez que na Contabilidade Aplicada ao Setor Público os fatos são realizados de forma descentralizada, a partir do momento em que recebem limites orçamentários e financeiros.
       Ainda nesta unidade, são mencionadas as esferas do Orçamento: Fiscal, Seguri­dade Social e Investimentos das Estatais, e as ações ligadas à esfera da seguridade social: saúde, previdência e assistência social, bem como as características do Plano Plurianual são: estabelecer diretrizes, objetivos e metas para despesas de capital e outras delas decorrentes e as relativas aos programas de duração continuada. Também vimos às características da LDO que são: compreender as metas e prioridades da adminis­tração federal, incluindo as despesas de capital para o exercício               financeiro subseqüente; orientar a elaboração da Lei Orçamen­tária; dispor sobre as alterações na legislação tributária; e esta­belecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
       Dando continuidade, os autores ressalvam as definições de Crédito Orçamentário que é a dotação prevista na lei de orçamento, e de Crédito Adicional que compreende a dotação prevista nas leis sucessivas ao orça­mento, cuja finalidade é atender a despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento Anual.
Por fim, podemos ver que os créditos adicionais se classificam em: suplementares, especiais e extraordinários.
       Na unidade dois, que tem como título as receitas e despesas públicas, os autores fazem uma análise da importância do estudo da receita e da despesa, tendo em vista a relação delas com o orçamento, que é um processo de planejamento no qual são demonstradas as receitas e as despesas “previstas/fixadas”, o qual permite o acom­panhamento quanto à execução de ambas.
       São explanados também os estágios da receita orçamentária: previ­são, lançamento (para algumas receitas tributárias), arrecadação e recolhimento. Destacamos que a arrecadação é a quitação dos débitos junto aos agentes arrecadadores por parte dos contribuin­tes, e que o recolhimento é a disponibilização no caixa do Tesouro Público do montante arrecadado pelos agentes arrecadadores.
       Em relação à despesa, são apresentados os seguintes conceitos: Despesa pública: aplicação de recursos financeiros na aquisição de serviços e materiais para manutenção e aperfeiçoamento dos serviços públicos. Despesa efetiva: desembolso financeiro ou assunção de obrigação financeira que implica na redução do Patrimônio Líquido, porque é oriundo de fatos modificativos diminutivos. Despesa não-efetiva: desembolso financeiro ou assunção de obrigação financeira que não reduz o Patrimônio Líquido, porque é oriundo de fatos permutativos.
       Despesa corrente: aplicação de recursos públicos na realização de gastos necessários à manutenção e funcionamento de serviços públicos.
       Despesas de capital: aquelas que contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem de capital.
       Conhecemos os estágios da execução da despesa orçamen­tária: empenho, liquidação e pagamento.    
Empenho: reduz a dotação orçamentária, deve ser prévio à realização da despesa e não pode exceder ao limite da dotação.
Liquidação: momento em que se verifica o recebimento de bens e serviços e em que surgem, para fornecedores, direitos a receber e, para os órgãos públicos, obrigações a pagar.
Pagamento: terceira e última etapa da execução da despesa orçamentária, caracterizada pela extinção da obrigação a pagar, devendo ser sempre precedida da liquidação.
       Por fim, constatamos que o estágio de fixação da despesa não faz parte da execução; ele se encontra na etapa de planja­mento.
       Na unidade três, cujo título é “contabilidade pública e subsistemas de contas”, os autores faz alguns conceitos da  Contabilidade Pública e suas particularidades. Você poderá perceber as diferenças entre a Contabilidade Geral e a Contabilidade Pública, dada a neces­sidade de se registrar também os atos administrativos e não apenas fatos administrativos, ou seja, fatos que envolvem bens, direitos e obrigações efetivas.
       Você terá noção do orçamento, sua aprovação e execu­ção e o comportamento da receita e despesa prevista/realiza­da. São abordados os conceitos, o campo de aplicação e o regime orçamentário e contábil para que você pudesse perceber como são realizadas as operações que envolvem os atos de gestão orçamentária, financeira e patrimonial.
       São demonstrados como é feito o acompanhamento da execução do orçamento com a utilização das técnicas contá­beis, e, ainda, o enfoque orçamentário e patrimonial dos atos e fatos praticados na Administração Pública.
       Os autores ressalva que Para se conceituar bem a Contabilidade Pública é necessário conhecer todos os dispositivos legais pertinentes a ela. O principal normativo legal é a Lei n. 4.320/64, na qual estabelece normas gerais de direito financeiro para a elaboração e o controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito federal.
       Logo, a Contabilidade pública é o ramo da ciência contábil que, utilizando os princípios de contabilidade e levando em conta as normas de direito financeiro, efetua as funções de registro, controle, avaliação e demonstração do patrimônio e do orçamento público.
       O objeto de qualquer contabilidade é o patrimônio, o da contabilidade pública é o patrimônio público.
·         Regime orçamentário: regime misto, sendo caixa para as receitas e competência para as despesas. Desse confronto surge o resultado orçamentário, no balanço orçamentário.
·         Regime contábil: regime competência para as receitas e competência para as despesas. Esse regime é usado para apurar o resultado patrimonial, na demonstração das variações patrimoniais.
·         Variações: quaisquer alterações no patrimônio público que modifiquem a situação líquida.
·         Variações ativas: alterações aumentativas de patrimônio líquido (aumento do ativo ou redução do passivo).
·         Variações passivas: alterações diminutivas de patrimônio líquido (aumento do passivo ou redução do ativo).
·         Mutações: alterações ocorridas no patrimônio público oriundas da execução do orçamento que envolva fatos permutativos.
Em relação aos Subsistemas de Contas, são apresentados os seguintes conceitos:
·         Subsistema Financeiro: registra a movimentação de recebimento e de pagamento de recursos financeiros orçamentários e extraorçamentários e o ativo e o passivo financeiro, possibilitando o levantamento do. do superávit financeiro usado para abertura de crédito adicional.
·         Subsistema Patrimonial: registra os bens móveis e imóveis, a dívida ativa, os empréstimos concedidos, as operações de crédito (dívida fundada), a movimentação de almoxarifado, possibilitando o levantamento do balanço patrimonial.
·         Subsistema Orçamentário: registra o orçamento aprovado, as suas alterações, acompanha a sua execução, comparando a receita prevista com a arrecadada e a despesa fixada com a realizada, possibilitando a elaboração do balanço orçamentário.
·         Subsistema de Compensação: registra os atos administrativos de natureza não orçamentária que podem vir a afetar o patrimônio público no futuro, tais como: contratos, convênios, avais, suprimento de fundos etc.
       Finalizando a unidade três, podemos ver que os lançamentos contábeis devem ser feitos em partidas dobradas dentro de cada subsistema de contas, para não desequilibrar nenhum dos subsistemas envolvidos. As contas de receita e de despesa orçamentária são encontradas apenas no subsistema financeiro. As contas de variações patri­moniais podem ser encontradas no subsistema patrimonial. Os direitos a receber oriundos do orçamento da despesa são controlados no subsistema patrimonial. As obrigações a pagar oriundas do orçamento da receita são controladas no subsiste­ma patrimonial. Já as obrigações a pagar oriundas do orçamen­to da despesa são controladas no subsistema financeiro.


Na unidade quatro, que trata do plano de contas, os autores mostram como se da o funcionamento da Conta­bilidade Pública e suas particularidades e a necessidade de se efetuar os registros dos atos e fatos identificando os sistemas de contas para facilitar a elaboração das Demonstrações Contábeis.
É presentado o Plano de Contas, do qual você poderá conhecer a estrutura, sendo abordadas semelhanças e diferenças com a Contabilidade Geral.
Em síntese, podemos conhecer: Composição: relação das contas, descrição das contas, tabela de eventos e tabela de contas correntes contábeis.
       Código: nove dígitos distribuídos em sete níveis de desdobramento e ainda um código variável que é a conta-corrente contábil.
       Classe: primeiro nível da estrutura do código das contas, podendo assumir os números 1, 2, 3, 4, 5 e 6, que representam, respectivamente, o ativo, o passivo, a despesa, a receita, o resultado diminutivo e o resultado aumentativo.
       Grupo: segundo nível da estrutura do código das contas que desdobra, cada uma, seis classes.
       Contas de saldo devedor: ativo, despesa e resultado diminutivo.
       Contas de saldo credor: passivo, receita e resultado aumentativo.
       Por fim, são explanados a composição do Plano de Contas do Governo Federal referente ao ano de 2009, no qual constam:
·         Principais Grupos do Ativo: circulante, realizável a longo prazo, permanente e compensado.
·         Principais Grupos do Passivo: circulante, exigível a longo prazo, patrimônio líquido e compensado.
·         Principais Grupos da Despesa: correntes e de capital (segue a categoria econômica).
·         Principais Grupos da Receita: correntes e de capital (segue a categoria econômica).
       Na unidade cinco, os autores faz uma análise das demonstrações contábeis.Nessa última unidade, os autores mostra as demonstrações contá­beis existentes na Administração Pública, suas estruturas e quais resultados poderão ser obtidos, sejam eles orçamentário, financeiro, patrimonial ou econômico.
Podemos ver ainda que as demonstrações diferem daquelas existen­tes na Contabilidade Geral, principalmente em razão da neces­sidade de registrar o orçamento e sua execução, bem como os atos administrativos potenciais.
       Os autores ainda apresentam uma abordagem dos demonstrativos de acordo com a Lei n. 4.320/64 e as inovações trazidas pelas NBCTs e pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão central de Contabilidade da União ao longo dos últimos anos.

       Nesta última unidade, são vistos os seguintes tópicos:
·         Resultados Apurados: superávit (receita maior que despesa ou variações ativas maiores que variações passivas) ou déficit (despesa maior que receita ou variações passivas maiores que variações ativas).
·         Os resultados gerais do exercício são apurados e demonstrados nos balanços orçamentário, financeiro, patrimonial e na Demonstração das Variações Patrimoniais.
·         Nos balanços orçamentário, financeiro e na Demonstração das Variações Patrimoniais são apurados e demonstrados os resultados orçamentário, financeiro e patrimonial/econômico.
·         O balanço patrimonial apenas apresenta-se o resultado patrimonial ou econômico e faz-se a demonstração da posição dos bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido, e ainda do compensado.
·         O balanço orçamentário apresentará as receitas previstas e as despesas fixadas em confronto com as realizadas. A receita será apresentada por categoria econômica e a despesa por tipo de crédito (orçamentário ou adicional) e, depois, por categoria econômica.
·         A Demonstração das Variações Patrimoniais: evidenciará as alterações ocorridas no patrimônio durante o exercício financeiro, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial.
·         O código no Plano de Contas da Administração Federal é 5.
·         O balanço patrimonial demonstrará os ativos e passivos financeiros e permanentes, as contas de compensação e o saldo patrimonial. O balanço financeiro demonstrará os ingressos e dispêndios de recursos financeiros a título de receitas e despesas orçamentárias, bem como os recebimentos e pagamentos de natureza extraorçamentária, conjugados com os saldos de disponibilidades do exercício anterior e com os que passarão para o exercício seguinte.

Conclusão da resenha
       De um modo geral, o autor apoia-se em diversos estudiosos para emitir suas conclusões.
       Portanto, a Contabilidade Pública é tão importante quanto à contabilidade que é aplicada nas empresas privadas. Ela não deve limitar-se tão somente a prestar contas aos cofres públicos, através de dispositivos legais e constitucionais, mas buscar transparência nos demonstrativos financeiros. Isso permitiria que todos os cidadãos pudessem compreender as ações dos governantes e fazer uma análise crítica verificando, assim a atuação dos vários órgãos no que diz respeito à subtração de parte do patrimônio público por meio de tributos.
       Considerando as peculiaridades de suas atividades, a Contabilidade Pública precisa ser estudada mais a fundo, para que se torne um instrumento de perfeita eficácia no cumprimento  de sua missão e trazer, assim, a transparência e a  clareza de sua execução perante a sociedade.   A ocorrência de déficits elevadíssimos em  todos os níveis de Governo pode ser encarada  como um forte indício de que persistem falhas em  termos de observância da Lei 4.320, quanto aos  controles da execução orçamentária e contábil. Há que ser mais bem observado o sistema de controle estabelecido na legislação pertinente. 


Critica da resenha
       Para entender melhor essa matéria, é necessário conhecimento básico da contabilidade geral e noções sobre o orçamento público e sua execução orçamentária e financeira.
       O livro oferece subsídios à construção dos nossos conhecimentos diante da esfera econômica pública, bem como um grande suporte para diversos tipos de pesquisas no ramo das ciências econômicas.
       Com sólidos conhecimentos acerca do desenrolar histórico, os autores empenham-se em apresentar clara e detalhadamente as circunstâncias e características do cenário contábil, levando-nos a compreender as ideias básicas das várias linhas de pensamentos de grandes protagonistas acerca da contabilidade pública contemporânea, bem como uma nova maneira de ver o que já havia sido visto e estudado na contabilidade geral.
       É uma leitura que exige conhecimentos prévios para ser entendida, além de diversas releituras e pesquisas quanto a conceitos, autores e contextos apresentados, uma vez que as conclusões emergem a partir de esclarecimentos e posições de diversos estudiosos das ciências Contábil e econômicas e suas aplicações e posturas quanto ao método e o equilíbrio do patrimônio público bem como suas variações no decorrer dos atos e fatos administrativos. São necessários também o conhecimentos das principais leis que estatui normas gerais da contabilidade pública, tais como a lei 4320/64, a LDO, LOA, PPA, lei de responsabilidade fiscal e outras.
Indicações da resenha
       A apostila, contabilidade pública visto no terceiro módulo do curso Bacharelado em Administração Pública é uma grande ferramenta administrativa para alunos não só do curso de Administração Pública, mas também para alunos que queiram se especializar em contabilidade pública.
       A obra tem por objetivo discutir alternativas e oferecer subsídios e sugestões para estudantes universitários e pesquisadores no ramo das ciências sociais e econômicas, a fim de que possam realizar planejar e desenvolver as próprias pesquisas e, sobretudo, ampliar os conhecimentos diante da esfera econômica para que possa conduzir de forma dinâmica e equilibrada os diversos problemas que afeta direto ou indiretamente o patrimônio público na administração pública. É de grande auxilio, principalmente, àqueles que desenvolvem trabalhos acadêmicos no campo da ciência social.
       Não se trata de um simples manual, com passos a serem seguidos, mas um livro que apresenta os fundamentos necessários à compreensão da natureza econômica, nas ciências sociais, bem como diretrizes operacionais que contribuem para o desenvolvimento da atitude crítica necessária ao progresso do conhecimento.

By Ernandes Rodrigues.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Resenha crítica de Macroeconomia

Universidade Aberta do Brasil
Aluno: Ernandes Pereira Rodrigues
Tutora: Lília de Sousa Vieira Rodrigues
Curso: Bacharelado em Administração Pública
 Disciplina: Macroeconomia
 Data:


















                                
                                                    Resenha Crítica

Referências Bibliográficas

ROSSETTI, Jose Paschoal. Introdução à Economia. 18. ed. São Paulo:
Atlas, 2000.
VASCONCELLOS, Marco Antonio S. Economia Micro e Macro. 4. ed.
São Paulo: Atlas, 2006.
SIMONSEN, Mario Henrique; CYSNE, R. P. Macroeconomia. 3. ed. São
Paulo: Atlas, 2007.
O’SULLIVAN, Arthur; SHEFFRIN, Steven M.; NISHIJIMA, Marislei.
Introdução à Economia: Princípios e Ferramentas. São Paulo: Prentice
Hall, 2004.

1-Credenciais do autor
Luiz Fernando Mählmann Heineck
       Graduado em Engenharia Civil e Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor em Engenharia Civil pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, e Pós-Doutor em Demanda Habitacional pela Universidade de Utrecht, Holanda. Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Ceará e pesquisador do CNPq. Possui experiência na área de Engenharia Civil com ênfase em Economia e Gerenciamento da Construção Civil. Atua principalmente nos temas de Oferta e Demanda na Construção Civil, Mercado Imobiliário e Eficiência na Alocação de Recursos em Empresas e Obras de Engenharia Civil.

3-Perspectiva teórica do livro
       Neste novo módulo, vamos buscar uma síntese ainda maior, focando o olhar na Macroeconomia. De certa maneira, esta disciplina aponta balizas gerais às atividades que gostaríamos de levar à frente como administradores. Como princípio a Macroeconomia fundamenta recursos que analisam e impõem limites, freios, marcos ou impedimentos mais amplos a nossa atividade como homens econômicos. Existem condicionantes econômicas gerais que indicam que nem tudo é possível de ser realizado para mudar a sociedade, principalmente no curto prazo.

4-Resumo do livro

       O livro é formado por seis unidades, cada uma delas sob a responsabilidade do autor, traduzindo sua experiência e fundamentação sobre o estudo do comportamento agregado de uma economia, ou seja, das principais tendências (a partir de processos microeconômicos) da economia no que concerne principalmente à produção, à geração de renda, ao uso de recursos, ao comportamento dos preços, e ao comércio exterior. Os objetivos da macroeconomia são principalmente: o crescimento da produção e consumo, o pleno emprego, a estabilidade de preços, o controle inflacionário e uma balança comercial favorável.
        Na unidade um apresenta os fundamentos, os problemas e os modelos macroeconômicos. Na mesma unidade, estão contidas diversas opiniões acerca da macroeconomia.
De acordo com Mankiw (2008), a Macroeconomia é o estudo da economia como um todo, incluindo o crescimento em termos de renda, as variações nos preços e na taxa de desemprego. Procura oferecer políticas para melhorar o desempenho econômico e explicar os eventos econômicos. Blanchard (2007) define a Macroeconomia como o estudo de variáveis econômicas agregadas. Já Krugman e Wells (2007), no glossário de seu livro, definem Macroeconomia como o ramo da economia que trata da expansão e da retração da economia em geral. Dornbusch e Fischer (1991) colocam que a Macroeconomia trata do comportamento global da economia com períodos de recessão e recuperação.
Os autores nacionais Simonsen e Cysne (2007) chegam a definir Macroeconomia, usando apenas a metáfora de que esta área se preocuparia em estudar a floresta, enquanto que a Microeconomia estaria voltada para o estudo das árvores. Carvalho et al (2008) colocam que a Macroeconomia é o ramo da economia que estuda o comportamento humano em um contexto agregativo, ou seja, trata do impacto da ação humana sobre os grandes agregados (como o mercado de trabalho ou o consumo de bens e serviços).

        Outro assunto bem explanado na unidade um foi a questão das ações dos macroeconomistas. As ações dos macroeconomistas são tipicamente anticíclicas, ou seja, vão em direção contrária ao crescimento ou a “depressão” da economia.
Assim, podemos afirmar que os economistas devem agir com antecedência para atenuarem os surtos de grande prosperidade (na busca de evitar uma eventual contrapartida na forma de depressões também acentuadas). Da mesma forma, os economistas advertem que não há almoço grátis, ou seja, há que se desconfiar de discursos políticos nos quais só são prometidos benefícios sem custos. Para cada ação econômica existem vantagens e desvantagens. Também não abrimos mão da ação dos economistas para lidar com a inflação. A alta desenfreada de preços, no que se configurou chamar de inflação de dois dígitos (acima de nove por cento ao ano, mas mais especificamente acima de nove por cento ao mês) e a hiperinflação que desestabiliza o sistema econômico e introduz custos e dificuldades operacionais para a sua condução (correção monetária troca de moeda e incapacidade dos sistemas contábeis trabalharem com valores expressos em números grandes).
      
       Ainda na unidade um, foram explanados também os problemas macroeconômicos fundamentais. Os problemas macroeconômicos fundamentais lidam com a modelagem, o entendimento e a eventual elevação/diminuição de variáveis como: Produto Interno Bruto, Taxa de inflação, Taxa de juros, Taxa de câmbio, produto potencial, distribuição de renda, taxa de juros nominais, gastos públicos etc.
      
     Finalizando a unidade um, podemos afirmar que a estrutura macroeconômica se compõe de cinco mercados:
• Mercado de Bens e Serviços: Determina o nível de produção agregada bem como o nível de preços.
• Mercado de Trabalho: Admite a existência de um tipo de mão de obra independente de características, determinando a taxa de salários e o nível de emprego.
• Mercado Monetário: Analisa a demanda da moeda e a oferta da mesma pelo Banco Central que determina a taxa de juros.
• Mercado de Títulos: Analisa os agentes econômicos superavitários que possuem um nível de gastos inferior à sua renda e deficitários que possuem gastos superiores ao seu nível de renda.
• Mercado de Divisas: Depende das exportações e de entradas de capitais financeiros determinada pelo volume de importações e saída de capital financeiro.
       Na unidade dois, são abordados assuntos da Contabilidade Nacional e introduz os elementos para análise contábil, economia aberta e fechada. A ênfase pretendida é a de mostrarmos como se faz a mensuração da atividade econômica, introduzindo conceitos como renda, poupança, investimento, tributação, exportações e importações.
      
       Podemos em uma primeira definição afirmar que a Contabilidade Nacional é um sistema contábil que permite a avaliação da atividade econômica em um determinado período de tempo, fornecendo estatísticas e hierarquizando fatos econômicos para que possam ser analisados de forma coerente. Diferente de outras linhas de estudo da Macroeconomia, a Contabilidade Nacional trata apenas de fatos ex post. Em outras palavras, podemos defini-la como ramo da macroeconomia que analisa o desempenho econômico do País.

       Os aspectos relevantes da atividade econômica, objeto de acompanhamento da Contabilidade Nacional, são as transações monetárias que decorrem do processo de produção e que nos possibilitam verificar o desempenho de uma economia ao longo do tempo. As informações geradas pela Contabilidade Nacional estabelecem comparações internacionais, como as taxas de crescimento do PIB de diversos países, bem como dos principais agregados macroeconômicos. Com essa finalidade foi criada uma sistemática para a apresentação uniforme das Contas Nacionais pelos diversos países, permitindo a apreciação conjunta das informações para as várias economias.

       A Contabilidade Nacional vem fornecer as principais medidas da economia – os agregados macroeconômicos: quanto foi produzido, consumido, investido e quanto de renda foi gerada e como foi apropriada.

       Outro assunto explanado na unidade dois foi os conceitos de fluxo circular, também visto na disciplina introdução a economia. Este fluxo é uma espécie de diagrama que nos permite estabelecer e explicar os principais agregados macroeconômicos. Nele é possível examinarmos as relações de troca entre os setores que originam o processo de produção. Ao falarmos em transações monetárias identificamos dois fluxos principais, são eles:
·         O fluxo real que representa a circulação de bens e serviços e fatores de produção pela economia; e
·          O fluxo monetário que será a remuneração ou a contrapartida paga ao fluxo real.

Em resumo, na Contabilidade Nacional o acompanhamento dos fluxos de produção, monetário e dos gastos em um determinado período de tempo nos permite calcular o PIB de uma economia por meio de três óticas:
·         A ótica do produto que é igual ao valor da produção menos o valor dos consumos intermediários.
·          A ótica da renda que é igual à soma das remunerações pagas aos fatores de produção.
·          A ótica da despesa que é igual à soma dos gastos finais da economia, sejam estes em bens de consumo ou formação de capital.
       Assim, podemos afirmar que o PIB obtido pela ótica do produto mede a produção; pela ótica da renda mede o rendimento dos agentes econômicos; e pela ótica da despesa mede o consumo.
       Outro assunto proposto nessa mesma unidade são os agregados macroeconômicos como o Produto Interno Bruto (PIB), Renda Nacional Bruta (RNB), Renda Líquida de fatores Externos (RLFE) etc.

RNB = PIB – RLFE

       A RLFE é a diferença líquida entre a Renda Recebida do Exterior (RRE) e a
Renda Enviada ao Exterior (REE). Se a RRE for maior do que a REE, utilizaremos em nossos cálculos a Renda Líquida Recebida do Exterior (RLRE).
       Caso a RRE seja menor do que a REE o conceito que surge é o da Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE). Tais distinções são importantes para caracterizarmos o estágio de desenvolvimento de um país: se a RLFE é a enviada então o PIB é maior que a RNB; caso a
RLFE seja recebida então o PIB é menor do que a RNB. A primeira perspectiva caracteriza os países em desenvolvimento que produzem muito mais com os fatores estrangeiros do que com os nacionais.

       A partir da RNB podemos derivar outro importante agregado que é a Renda Nacional Disponível (RND). Ela é formada pela RNB somada às transferências correntes entre os países para os quais não há contrapartida em termos de bens, serviços ou uso de fatores de produção. É o caso das Transferências Unilaterais Recebidas (TUR) que têm como exemplo as remessas de valores de imigrantes à suas famílias, as doações, as heranças, entre outras. Logo, ela corresponde a tudo aquilo que os agentes econômicos possuem para consumir. Para calculá-la temos duas formas:

RND = RNB + TUR ou RND = C + SD

      Em que (C) representa o consumo e o (SD) a poupança doméstica, aquilo que os agentes não gastaram.

       A Renda Disponível do Governo (RDG) é constituída pelas arrecadações públicas com impostos diretos menos as transferências e os subsídios; e a Renda Privada Disponível (RPD) é a soma das remunerações pagas aos fatores de produção privados (famílias). Dessa forma, temos que:

RDG = RND – RPD
RPD = RND – RDG
Logo: RND = RDG + RPD
       Outro assunto de suma importância é o Sistema de Contas nacionais. Suas principais características e a descrição das suas principais contas. O que a Contabilidade Nacional apresenta é um retrato do funcionamento da economia em um determinado período, ou seja, as contas nacionais representam uma síntese da realidade econômica de um país em determinado período de tempo.
Em sua versão original criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o sistema possuía quatro contas que foram classificadas por meio de três óticas de mensuração: de produção, de apropriação (ou utilização da renda) e de acumulação dos agentes econômicos. Seguindo essa sequência, a quarta conta leva em consideração o setor externo. Por meio do método contábil das partidas dobradas são feitos os lançamentos nas contas:
·         Produto Interno Bruto (produção).
·         Renda Nacional Disponível (apropriação).
·          De Capital (acumulação).
·         De Transações com o resto do mundo.
       Outro assunto exposto na unidade dois é o Balanço de Pagamentos. O balanço de pagamentos tem uma importância singular na análise econômica: é um instrumento que nos permite acompanhar detalhadamente a evolução dos fluxos de recursos de materiais e financeiros entre os agentes internos e externos de uma determinada economia. Como qualquer outro plano contábil, o balanço de pagamentos da Contabilidade Nacional é dado por um conjunto de contas agregadas que podem ser subdivididas em diversas outras contas, dependendo somente da necessidade de análise a ser realizada. Existem quatro contas analíticas que formam a base do balanço de pagamentos. São elas: Conta Corrente, Conta de Capital, Conta Financeiras Omissões e Erros.

       A unidade três enfatiza os determinantes da demanda e da oferta agregada. Este é o ponto central do livro, que vai permitir a operacionalização das ferramentas da Macroeconomia que serão vistas nas Unidades seguintes.

       Nesta Unidade, o autor descreve os condicionantes da oferta e da demanda agregadas, considerando o princípio da Macroeconomia que, por definição, é o estudo em escala global de fatos da economia. São discutidos também sobre as formas das curvas de oferta e demanda agregadas, os seus deslocamentos e as movimentações que podem ocorrer ao longo de curvas específicas. Vimos graficamente como é possível expressar os choques positivos e negativos de demanda e de oferta. Como ênfase, na economia em equilíbrio ou em sua busca, em que a demanda agregada é igual à oferta agregada, estudamos o modelo de equilíbrio geral OA-DA (Oferta Agregada – Demanda Agregada).
      
       A oferta agregada envolve a quantidade de bens ou serviços produzidos no mercado por um determinado período de tempo.
      
       Outro conteúdo bastante discursivo nessa unidade foi a questão sobre o curto e longo prazo.
O curto prazo é algo que vai de seis meses a dois ou três anos e é caracterizado por modificações importantes em apenas uma das variáveis em consideração, permanecendo as demais constantes. O longo prazo envolve todas as variáveis que podem ser modificadas, no entanto, resguardando a mesma base tecnológica e institucional da sociedade. Este longo prazo compreende um período entre três e dez anos.
       Ainda na unidade três, foram expostos também conceitos e características da demanda agregada. A demanda agregada é tudo aquilo que os agentes econômicos solicitam à sociedade para levarem aos seus lares, para as unidades produtoras, para o governo ou até mesmo para fora do país. Somamos, portanto, todos os tipos de bens e serviços de todos os mercados individuais.  Luís Fernando ainda resalta que a demanda agregada é o grande motor da economia. É ela quem determina a oferta, é ela quem cria o impulso para o desenvolvimento econômico, por fim, é ela quem faz com que teoricamente possamos maximizar a utilidade (. o bem-estar) de todos os seres humanos.

       Na unidade quatro, o autor explora um desdobramento dos determinantes da demanda e da oferta agregada, apresentando uma ferramenta específica e de alto poder de modelagem – as curvas IS-LM. Vamos precisar de um pouco de paciência para entendermos porque é dada tanta ênfase a este desdobramento numérico e gráfico contido nas curvas IS-LM. Quando chegarmos neste ponto você vai se surpreender com a elegância dessa técnica gráfica, que reproduz, de maneira mais abrangente, as mesmas considerações das curvas de oferta e demanda agregadas dos capítulos anteriores. Nesta Unidade, iremos ver que o modelo IS-LM é uma teoria geral que trata da demanda agregada por bens e serviços. Além disto, o modelo retrata a possibilidade das famílias reterem moeda com fins especulativos, aguardando melhores momentos para fazerem aplicações com rendimentos maiores do que os que estão sendo oferecidos no presente. Estudaremos também as variáveis exógenas presentes no modelo IS-LM, como as políticas monetária e fiscal e o nível geral de preços. Mostramos ainda as ligações entre os modelos IS-LM e OA-DA.

       Atualmente o modelo IS-LM pode ser aplicado a preços rígidos ou flexíveis, as análises econômicas conduzidas por meio de seu uso também podem ser utilizadas para os estudos de curto e de longo prazo. O modelo IS-LM pode ainda ser incluído entre as ferramentas de junção das escolas: síntese neoclássica e keynesiana. Como veremos, o modelo sintetiza em um só conjunto de gráficos o lado real e o monetário da economia, lembrando que, filosoficamente, este é um duelo constante entre os economistas.
O modelo IS-LM propõe a reconciliação destes dois lados: o real e o monetário. O lado monetário gira em torno da questão dos juros, do custo que se tem pela posse de dinheiro. Keynes, em sua teoria inicial, não deu muita importância aos juros para a condução da Macroeconomia.
  
       A sigla IS é formada pelos verbetes da língua inglesa investment e savings, ou seja, investimento e poupança, em português. Ela procura relacionar duas variáveis importantes para
o desenvolvimento econômico: os investimentos, caracterizados por novas obras, equipamentos e tecnologias e a oferta de recursos que possam custeá-los.

       Como no lado IS do modelo, a sigla LM foi derivada de duas palavras da língua inglesa que se referem à demanda e a oferta de recursos, neste caso, o dinheiro. Temos L como sendo a representação da demanda por liquidez (liquidity) e M a oferta de liquidez, ou seja, de moeda (Money). A liquidez é a preferência, a vontade, a demanda em estocar meios de pagamento para fins diversos.

       A moeda é mais um bem a ser adquirido pelo público em geral, tendo um preço que é a taxa de juros nominal que se paga por retê-lo. As pessoas deixam de ganhar juros por reterem moeda e não aplicá-la no mercado de ativos (mercado não monetário). A moeda tem três destinos: é mantida por precaução, para fazer transações e para especulações.

       A unidade cinco trata especificamente do item inflação, porém acrescentando um elemento a mais na ementa da disciplina que é a questão do desemprego, pois este é um tema central nas sociedades modernas. Apesar do caráter conceitual deste capítulo, ele é apresentado também na forma de mais um instrumento de análise macroeconômica – as curvas de oferta e demanda inflacionária.

        Nesta Unidade, veremos que o desemprego, a inflação e o produto de uma economia podem ser modelados conjuntamente por achados estatísticos recentes, como a Curva de Phillips e a Lei de Okun. Discutiremos ainda que a partir destes equacionamentos podemos obter a curva de oferta agregada de uma economia. Tais fatos nos permitem interpretar o modelo de síntese da economia desenvolvido com base nas curvas de oferta e demanda agregadas inflacionárias. Mais do que isto, a formulação estendida da Curva de Phillips nos permite avaliar qualitativamente várias determinações em relação ao emprego na economia e a sua mensuração.

       A inflação e o desemprego são assuntos considerados os males gêmeos da economia. São temas econômicos tão importantes que a partir da soma de suas taxas anuais foi criado o índice de miséria de cada país. Inflação é por definição a alta continuada de preços que se estende por longos períodos de tempo e atinge a totalidade ou a maioria dos setores da economia. A alta de alguns poucos produtos, o aumento não persistente de preços e os aumentos unicamente setoriais não correspondem à inflação.

       De acordo com o seu fator disparador, a inflação pode ser enquadrada em várias tipologias, como a inflação de demanda que ocorre quando os agentes econômicos, incluindo famílias, organizações e governo desejam comprar mais bens do que aqueles que a sociedade é capaz de ofertar. Um excesso de demanda para uma quantidade restrita de bens faz com que os preços destes tendam a subir.

       A inflação de custos ocorre quando fatores inesperados aumentam os custos de produção, como quebras de safras agrícolas, dificuldades com o transporte de mercadorias, novos impostos incidentes sobre a produção ou comercialização, quebras de produtividade das máquinas ou de produtividade de recursos humanos. Uma categoria particular dentro deste grupo de inflação de custos é a de inflação importada. Ela ocorre quando insumos vitais para a produção são trazidos de fora do país, com preços que sofreram aumentos no exterior. Da mesma maneira, pelo lado da inflação de demanda, podemos ainda falar de uma inflação exportada. Esta ocorre quando os produtos de uma economia são preferencialmente destinados ao mercado externo, causando escassez no mercado interno e assim tendo os seus preços aumentados para os residentes no país. Ela inda pode ser inercial, esperada, inesperada, crescente e decrescente.

       Outro conteúdo exposto nessa unidade é a curva de Philips consiste num gráfico que procura refletir as conclusões dos estudos levados a cabo por A. W. Philips e nos quais se demonstra que existe uma relação inversa entre a inflação e o desemprego. As razões para esta relação negativa prendem-se com o fato dos salários tenderem a aumentar quando o desemprego é reduzido e vice-versa; como os salários constituem um dos mais importantes componentes dos custos de produção, um aumento dos salários levará a um aumento dos preços. Desta forma, quanto mais elevada é a taxa de desemprego, menor será a taxa de inflação.
       Nessa unidade também é explanado a lei de Okun que é em Macroeconomia, uma teoria que propõe uma relação inversa entre desemprego e Produto Nacional.
       Ainda nessa unidade, o autor afirma que por razões operacionais, o desemprego é caracterizado por um ato declaratório das pessoas que respondem a questionários dizendo se estão em busca de um emprego ou não. Concluindo essa unidade, autor ainda afirma as dificuldades encontradas para a definição do que seja emprego e desemprego fazem com que sejam produzidas várias estatísticas para a sociedade, cada uma delas com seu grau de imprecisão. É o caso de desemprego aberto, oculto, estrutural, sazonal e natural.

       Na última unidade do livro, encontramos reunidas todas as Unidades anteriores dentro do tema de Políticas econômicas. Esse tema visa englobar os elementos da ementa correspondentes aos itens moeda, juros, renda (no que concerne à política monetária), papel do governo (no que concerne à política fiscal) e equilíbrio geral; e dar a você uso prático e objetivo das ferramentas apresentadas anteriormente.
Nessa unidade, o autor apresenta conceitos de política econômica, mostrando a influência dos elementos moeda, juros, renda (no que concerne a política monetária), o papel do governo e o equilíbrio geral (no que concerne a política fiscal). As duas formas de ação são alvos de debate entre os economistas que preferem uma ou outra ação, questionando inicialmente se estas ações devem ser implementadas (e quando). Ao final, discuti-se também a questão de déficits públicos e a acumulação de dívidas por parte dos governos.

       Podemos entender por política econômica um conjunto de medidas e ações governamentais que são planejadas para atingirem determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica de um país, região ou conjunto de países.
      
       Logo no início da unidade o autor explica as características das duas correntes de pensamentos macroeconômicos.
·         A dos ativistas que acreditam que as autoridades devem fazer intervenções na economia, considerando-as benéficas;
·         A corrente herdada da teoria de Adam Smith que considera que a economia é o que ela é, ou seja, ciclos, depressões, expansões e que tudo faz parte do funcionamento normal de uma sociedade, em que uma mão invisível, a do mercado, é capaz de garantir o retorno a um estado de progresso nas relações econômicas.
Posteriormente, podemos perceber que a intervenção na economia ocorre de duas formas: Intervenção de forma discricionária e Intervenção por meio de regras rígidas.

       Outro assunto de suma importância que está contido nessa unidade e a questão da política monetária, uma questão que tem repercussão em toda a esfera econômica.

       A política monetária é uma medida que visa manter a estabilidade econômica e o crescimento sustentável de um país. As ações são tomadas em cima dos impactos e mudanças na economia internacional e dos choques econômicos internos.

       Outra questão que gera argumentos e opiniões distintas é a seguinte afirmação: taxas mais elevada de inflação ajudam a absorver os desempregados, melhorando as condições de emprego da economia. Diante do quadro de incertezas quanto à operacionalidade de fixar metas para as variáveis nominais da política monetária, os agentes econômicos voltaram a discutir a possibilidade de trabalharem com políticas fiscais que têm como grande atrativo o fato de agirem sobre as variáveis reais, como os gastos públicos, os déficits e os superávits públicos, os investimentos, as poupanças, as tributações e os incentivos ao consumo.

       Ainda nessa unidade, o autor argumenta a questão da política fiscal: Antecedentes e o Keynesianismo.

       Por fim, falarmos de políticas fiscais implica em uma série de questionamentos. Tem havido certa relutância na sua aplicação devido aos hiatos de tempo que vão desde a decisão de implantar estas políticas e o seu efetivo impacto na sociedade. Por um lado, os aumentos de gastos do governo e o aumento de arrecadação estão ligados à aprovação pública, em geral, negociados politicamente com o legislativo. É um processo lento até a aprovação das leis e sujeito a barganha política que pode introduzir outras ações de política pública não inicialmente planejadas pelo gestor do governo. Em alguns casos existem princípios constitucionais que fazem com que os impostos só possam ser aplicados no exercício fiscal subsequente àquele em que foram aprovados.

5-Conclusão da resenha

      
    De um modo geral, o autor apoia-se em diversos estudiosos para emitir suas conclusões. Numa das poucas oportunidades em que declara suas próprias ideias, Luiz Fernando Mählmann Heineck nos lembra que é fundamental adotar métodos rápidos, eficientes e eficazes afim de manter o cenário econômico fixo.  Alerta-nos que determinadas escolhas geram consequências que poderão ser consideradas indesejáveis pelo sujeito ou pela comunidade.
       Vimos também que a macroeconomia estuda a economia em geral analisando a determinação e o comportamento dos grandes agregados como renda e produtos, níveis de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda, taxa de juros, balança de pagamentos e taxa de câmbio. O enfoque macroeconômico pode omitir fatores importantes, mas estabelece relações entre grandes agregados e permite compreender algumas interações relevantes. A macroeconomia se preocupa com aspectos de curto prazo.
       A política macroeconômica, como toda política, possui metas a serem atingidas. Dentre essas metas temos: alto nível de emprego, estabilidade de preços, distribuição da renda e crescimento econômico. O alto nível de emprego é importante, pois, dessa forma, as pessoas recebem um salário e têm condições de adquirir mercadorias.
      Ao contrário, o desemprego gera pouca demanda, fazendo com que os produtos permaneçam nas prateleiras. Logo, se não há procura de produtos, a produção diminui e consequentemente o lucro também. Assim existe uma preocupação quanto ao nível de emprego para que haja um equilíbrio entre a demanda e a oferta.
Um fator que influi na estabilidade dos preços é a inflação. É ela a responsável pelo aumento contínuo e generalizado no nível de preços. Contudo, se aceita que um pouco de inflação seja integrante dos ajustes de uma sociedade em crescimento, porque esse avanço econômico dificilmente se realiza sem que ocorram elevações dos preços. Enquanto que países em desenvolvimento enfocam a análise da inflação, os industrializados preocupam-se com o problema do desemprego.
     A distribuição justa de renda também é meta da macroeconomia, tanto em relação ao nível pessoal quanto ao nível regional. Observa-se que a cada dia essa disparidade aumenta, ou seja, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres, mais pobres.
       Vimos ainda que a teoria econômica de Keynes criticava os economistas que acreditavam na ideologia de que a economia poderia se estabilizar normalmente em função do tempo nos mostra que o administrador mais do que nunca deve ser versátil em prol de manter a economia equilibrada.
       Finalmente, conclui-se que O estudo da Macroeconomia dá ênfase a questões de curto prazo ou conjunturais, relacionadas com o nível de atividade, de emprego e de preços. No sentido de minimizar as flutuações econômicas relativas a essas questões foi enfatizado, especificamente, o papel dos instrumentos de política fiscal, monetária, cambial, comercial e de rendas. Esses, por sua vez, necessitam da intervenção do governo no sentido de regular a atividade econômica e levar a economia ao pleno emprego.
6-Critica da resenha
       O livro oferece subsídios à construção dos nossos conhecimentos diante da esfera econômica, bem como um grande suporte para diversos tipos de  pesquisas no ramo da economia.
Com sólidos conhecimentos acerca do desenrolar histórico, o autor empenham-se em apresentar clara e detalhadamente as circunstâncias e características do cenário econômico, levando-nos a compreender as ideias básicas das várias linhas de pensamentos de grandes protagonistas acerca da macroeconomia contemporânea, bem como a descobrir uma nova maneira de ver o que já havia sido visto, estudado.
       É uma leitura que exige conhecimentos prévios para ser entendida, além de diversas releituras e pesquisas quanto a conceitos, autores e contextos apresentados, uma vez que as conclusões emergem a partir de esclarecimentos e posições de diversos estudiosos da ciência econômica e suas aplicações e posturas quanto ao método e o equilíbrio do sistema econômico.
6-Indicações da resenha
       A obra tem por objetivo discutir alternativas e oferecer subsídios e sugestões para estudantes universitários e pesquisadores no ramo das ciências econômicas, a fim de que possam realizar planejar e desenvolver as próprias pesquisas e, sobretudo, ampliar os conhecimentos diante da esfera econômica para que possa conduzir de forma dinâmica e equilibrada os diversos problemas que afeta direto ou indiretamente a economia. É de grande auxilio, principalmente, àqueles que desenvolvem trabalhos acadêmicos no campo da ciência social.
       Não se trata de um simples manual, com passos a serem seguidos, mas um livro que apresenta os fundamentos necessários à compreensão da natureza econômica, nas ciências sociais, bem como diretrizes operacionais que contribuem para o desenvolvimento da atitude crítica necessária ao progresso do conhecimento.