RODRIGUES ADVOCACIA PREVIDENCIÁRIA

ADVOGADO ESPECIALIZADO EM DIREITO PREVIDENCIÁRIO E GESTÃO PÚBLICA.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DICAS - SÚMULAS 718 E 719, DO STF E SÚMULA 440, DO STJ: GRAVIDADE DO CRIME E FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA

Súmula 718, do STF: "A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada".

Súmula 719, do STF: "A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea".

Súmula 440, do STJ: "Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito".

COMENTÁRIOS: Para a fixação do regime inicial de cumprimento de pena devem ser considerados os seguintes aspectos: a) quantidade de pena; b) circunstâncias judiciais e c) reincidência. Deve ser verificada, também, a espécie de pena prevista no tipo penal, eis que na reclusão se admite o início do cumprimento de pena em qualquer dos 3 regimes (fechado, semiaberto e aberto). Já na detenção somente em dois: semiaberto e aberto.

Sendo assim, a gravidade do delito é elemento estranho e não deve ser apreciada na fixação do regime inicial de cumprimento de pena. Gravidade é elemento já considerado pelo legislador, na primeira etapa de individualização da pena. Não pode ser rediscutido pelo julgador.

Desta forma, considerar a gravidade do crime para a fixação do regime inicial de cumprimento de pena é ilegal, tal qual ocorre nos crimes de roubo, em alguns Estados. Não cabe ao julgador examinar esta questão, e sim aplicar a lei, nos limites por ela estabelecidos.

Caso seja indevidamente analisada a gravidade do crime para a fixação de regime inicial de cumprimento de pena mais gravoso, devem ser intentadas as medidas cabíveis, quais sejam, interposição de apelação e impetração de ordem de habeas corpus.
DICA - SÚMULA 491, DO STJ

Súmula 491 - STJ: “É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional”.

Esta Súmula encontra fundamento no artigo 112, caput, LEP, cuja redação é: “a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime
 anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão”.

Desta forma, o condenado deve passar inicialmente do regime fechado ao semiaberto e depois cumprir parte da pena restante (1/6, 2/5 ou 3/5, conforme o crime), além de ostentar bom comportamento carcerário, para alcançar o regime aberto.

A hipótese mencionada na Súmula não abrange, sob nossa óptica, a 
situação de ausência de vagas no regime semiaberto. Neste caso, deverá o condenado aguardar a vaga no regime aberto, uma vez que se trata de uma falha estatal, que não pode ser suportada por ele. Não se trata de transferência por salto, eis que o condenado apenas aguardará a abertura de vaga no regime intermediário.
 PRÁTICA PENAL - VERBOS UTILIZADOS NO PREÂMBULO

Ao redigir o preâmbulo, fique bastante atento com o verbo que deve ser empregado antes do nome da peça que será desenvolvida. Procure seguir o nome mencionado no texto legal. Os mais comuns são os seguintes: 

REQUERER instauração de inquérito policial; 
REQUERER liberdade provisória; 
REQUERER relaxamento de prisão em flagrante; 
REQUERER revogação da prisão preventiva/temporária;

OFERECER representação; 
OFERECER queixa-crime; 

APRESENTAR defesa preliminar; 
APRESENTAR resposta à acusação;
APRESENTAR memoriais escritos;

INTERPOR recurso de apelação;
INTERPOR recurso em sentido estrito; 
INTERPOR agravo em execução; 

OPOR embargos de declaração; 
OPOR embargos infringentes e/ou de nulidade 

IMPETRAR ordem de habeas corpus;
IMPETRAR mandado de segurança;

PROPOR revisão criminal.
 PRÁTICA PENAL - RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, LIBERDADE PROVISÓRIA E REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA: DIFERENÇAS QUE INFLUENCIAM NA IDENTIFICAÇÃO DA PEÇA ADEQUADA 

RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (artigos 5º, LXV, CF e 310, I, CPP) – existe alguma ilegalidade, consistente na inobservância de formalidade exigida em lei. Exemplos: a situação não constitui hipótese de flagrante delito (artigo 302, CPP); não foi entregue nota de culpa ao preso e/ou excesso de prazo; 

LIBERDADE PROVISÓRIA (artigos 5º, LXVI, CF; 310, III e 321, CPP) – a prisão em flagrante é formalmente legal, porém desnecessária, eis que não estão configurados os pressupostos de cautelaridade (social – necessidade de se proteger a coletividade e processual – necessidade de se resguardar o processo). Exemplo: o preso possui residência fixa, emprego, não possui antecedentes criminais, dentre outr os elementos; 

REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA/TEMPORÁRIA (artigo 316, CPP – expressamente, se for prisão preventiva) – inicialmente, os requisitos para a decretação da prisão preventiva/temporária estavam preenchidos. Posteriormente, deixaram de estar. Revela o caráter “rebus sic stantibus” das medidas, já que persistem até o momento no qual os requisitos desaparecem. Exemplo: prisão preventiva decretada sob o único fundamento de que o acusado estava ameaçando uma testemunha. A testemunha depõe no sentido de que nunca foi ameaçada pelo acusado, e que sequer o conhece. 

Observação: Nos últimos Exames de Ordem, a impetração de “habeas corpus” não tem sido solicitada, e muitas vezes é até mesmo rechaçada, diante da informação de que deve ser elaborada peça privativa de advogado. Desta forma, a incidência das peças mencionadas acima se intensificou, razão pela qual o tema deve ser melhor detalhado por aqueles que se preparam para a prova.

DIFERENÇAS ENTRE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ

DIFERENÇAS ENTRE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ (ARTIGO 15, CP)

Na DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA o agente, VOLUNTARIAMENTE, desiste de prosseguir nos atos executórios. Aplica-se a fórmula POSSO PROSSEGUIR, MAS NÃO QUERO. A interrupção se dá durante a prática dos atos de execução. EXEMPLO: agente que dispara apenas uma vez contra a vítima, dispondo de outros projéteis, e decide parar, por sua própria vontade, a execução do crime. CONSEQUÊNCIA: só responde pelos atos já praticados.

Já no ARREPENDIMENTO EFICAZ o agente, VOLUNTARIAMENTE, após ter praticado todos os atos executórios, decide evitar a produção do resultado. Para que faça seja caracterizado, é necessário que o resultado não venha a ocorrer (sua intervenção deve ser eficaz). EXEMPLO: agente que efetua disparos de arma de fogo, se valendo de todos os projéteis de que dispunha e resolve, por sua própria vontade, prestar socorro à vítima, que sobrevive. CONSEQUÊNCIA: só responde pelos atos já praticados.

OBSERVAÇÃO: na TENTATIVA (artigo 14, II e p. único, CP), também ocorre a interrupção dos atos executórios ou uma intervenção para que o resultado não ocorra. Porém, isto não parte da voluntariedade do agente. O resultado não acontece por CIRCUNSTÂNCIAS ALHEIAS À VONTADE DO AGENTE.
Por: Knippel

2ª FASE – EXAME DE ORDEM – PRÁTICA PENAL - PEÇA PRÁTICA

a) Crime – Extorsão majorada pelo emprego de arma de fogo (artigo 158, § 1º, CP)
b) Ação Penal – Pública Incondicionada

c) Procedimento – Ordinário
d) Peça processual – Resposta à acusação
e) Fundamento legal da peça – artigos 396 e 396-A, CPP
f) Competência – Justiça Estadual
g) Endereçamento – EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ...
h) Tese – A conduta narrada no enunciado não se enquadra no delito de extorsão. Para que isto se verificasse, a vantagem deveria ser indevida. Ocorre que a vantagem mencionada é devida, razão pela qual a conduta é atípica.
Neste caso, o crime seria de exercício arbitrário das próprias razões, razão pela qual poderia ser requerida a desclassificação e a consequente ilegitimidade de parte, já que este crime é de ação penal de iniciativa privada.

i) Pedido – Absolvição sumária, com fundamento legal no artigo 397, III, CPP.

j) Particularidade: O enunciado pedia que fosse consignado o prazo final para a apresentação da peça, qual seja: 28 de janeiro de 2011.

OBSERVAÇÃO: Meus amigos, os dados contidos neste post refletem a minha primeira opinião a respeito da questão. Evidentemente, outras soluções podem ser apreciadas pela Banca Examinadora. De qualquer modo, de acordo com a nossa experiência na preparação para o Exame, cremos que o padrão não fuja do que foi aqui considerado. Eventual acréscimo ou até mesmo outra resposta poderá ser considerada como correta, dependendo da fundamentação.

DICA - OAB 2ª FASE - PENAL - COMO RESPONDER ÀS QUESTÕES?



A prova é composta por 1 peça processual (5 pontos) e 4 questões (1,25 cada, totalizando 5 pontos).

Tenho acompanhado muitos casos nos quais o candidato vai muito bem na peça mas não consegue aprovação por conta de um baixo desempenho nas questões.

Seguem algumas dicas para ajudar neste aspecto:
a) fundamentação legal e súmula: nunca responda questão sem fundamentar, indicando o artigo de lei pertinente. Se houver súmula a respeito da matéria abordada na resposta, faça a devida indicação. Isto certamente será pontuado no espelho de correção. Não é suficiente acertar a resposta, é imprescindível fundamentar com artigo de lei e/ou súmula;

b) jamais deixe questão em branco: procure sempre responder algo. Dose bem o tempo. Para isso, faça simulado. Se não tiver idéia da resposta correta, procure responder algo próximo ao tema, indicando fundamento legal e súmula pertinente, se houver;

c) seja objetivo, direto e completo: nada de enrolação. No primeiro parágrafo, responda o que o examinador lhe perguntou. Nos demais, desenvolva, se for necessário. Não deixe o núcleo de sua resposta fora do primeiro parágrafo. Você deve dar a resposta de cara, com a devida fundamentação;

d) divergência doutrinária e jurisprudencial: se houver divergência, faça menção e aponte todos os entendimentos possíveis. Não se esqueça da fundamentação legal e indicação de súmula.

Fonte: Página do Knippel

sábado, 17 de agosto de 2013

prova online de auditoria e controladoria

1-O controle direto, exercido pelo Poder Legislativo, no julgamento dos crimes de responsabilidades (desvios e exorbitâncias) praticadas pelo Poder Executivo, Poder Legislativo ou no Poder Judiciário:
Escolher uma resposta.
 a. Só admite a anulação de atos administrativos quando praticados no desdobramento incorreto do orçamento público.          
 b. É de natureza apenas financeira, recaindo sobre o orçamento público.          
 c. É considerado controle interno quando se realiza em concomitância com a prática do ato   
 d. São criadas Comissões Parlamentares de Inquérito     
 e. É uma forma de controle externo, de natureza financeira e política.    
2. O processo de: "emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados", corresponde a:
a. Auditoria de Avaliação da Gestão.           
 b. Auditoria de Acompanhamento da Gestão.       
 c. Auditoria Operacional.     
 d. Auditoria Contábil.
 e. Auditoria Especial.           
3. Trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.
a. Direta         
 b. Integrada  
 c. Terceirizada         
 d. Compartilhada      
 e. Descentralizada   
4. Na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, Na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza regra esta que compõe o princípio básico da:
a. Finalidade  
 b. Impessoalidade    
 c. Moralidade
 d. Legalidade
 e. Publicidade           
5- O Artigo 74 da Constituição Federal determina que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, um sistema com a finalidade de avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos, comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado, e exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, direitos e haveres. Essas atribuições são dadas a que sistema?
a. Sistema de Tribunais de Contas. 
 b. Sistema de Controle Externo      
 c. Sistema Integrado de Administração Financeira.          
 d. Sistema de Controle Interno.       
 e. Sistema de Controladoria Geral da União.         
6-. O fato de um servidor público federal, investido em cargo que lhe confere competência legal, para conceder determinado benefício fiscal e no exercício dessa sua função, deliberadamente, concede esse benefício a alguém, mas sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie, causando com isso lesão ao Erário
a. Viola o Código de Ética (Decreto nº 1.171/94), mas isso não é tipificado como ato de improbidade nem como crime funcional contra a ordem tributária.   
 b. Comete infração capitulada como crime funcional contra a ordem tributária (Lei nº 8.137/90, art. 3º).        
 c. Comete ato de improbidade administrativa, como tal previsto em lei (Lei nº 8.429/92, art. 10).         
 d. Não comete nenhuma infração prevista em lei como passível de punição.    
 e. Comete apenas infração administrativa, punível com a penalidade de suspensão (Lei nº 8.112/90, arts. 117/IX e 130).   
1. Marque a alternativa incorreta:
a. Os instrumentos de ajustes da gestão terceirizada sem fins lucrativos são convênios e termos de parceria 
 b. O controle estatal está presente e vigilante na atuação da administração pública direta e indireta com exceção da gestão pública terceirizada          
 c. A gestão pública não estatal ou terceirizada existe um pacto jurídico que credencia empresas de fins lucrativos u entidades sem fins lucrativos a realizar atividades próprias ou inerentes ao Estado.       
 d. A gestão terceirizada de fins não lucrativos é quando o poder público transfere a entidades privadas sem fins lucrativos determinadas ações sociais de interesse público           
 e. A administração de rodovia é um exemplo de gestão terceirizada de fins lucrativos  
8. Levando em consideração as diferentes etapas do processo de gerenciamento das politicas públicas, associe corretamente:
a. Gestão pública de planejamento
b. Gestão pública de execução
c. Gestão pública de avaliação
(    )atendimento de necessidades: prestação de serviços.
(    )Fixação de objetivos estrutura e recursos
(    ) coordenação e monitoramento
(    )Controle interventivo
(     )Controle preventivo
(     ) controle posterior
Escolher uma resposta.

a. B; A; C; B; B; C     
 b. B; A; C; B; A; C    
 c. C; C; A; B; C; C   
 d. C; A; C; B; C; A    
 e. B; A; A; C; A; B    
9. Conforme estabelecido na Constituição Federal, o controle externo é exercido pelo (a):
Escolher uma resposta.
 a. Controladoria ou órgão equivalente        
 b. Tribunal de contas com auxílio do Poder Legislativo     
 c. Ministério público 
 d. Procuradoria geral ou órgão equivalente
 e. Poder Legislativo com auxílio do Tribunal de Contas    
10-Não faz parte do poder Judiciário:
Escolher uma resposta.
 a. Superior Tribunal Militar   
 b. Supremo Tribunal Federal           
 c. Tribunal Superior do Trabalho     
 d. Ministério Público 
 e. Tribunal de Contas da União