RODRIGUES ADVOCACIA PREVIDENCIÁRIA

ADVOGADO ESPECIALIZADO EM DIREITO PREVIDENCIÁRIO E GESTÃO PÚBLICA.

sábado, 27 de outubro de 2012

Buscando Motivos para Comunicar-se Bem

Buscando Motivos para Comunicar-se Bem

Ninguém gosta de desperdiçar tempo, dinheiro e energia. Se Não estiver muito claro o que temos a ganhar aprimorando as comunicações, a tendência é nos acomodar. Avaliar o que se realizará a mais e criar estratégias para fortalecer a comunicação são primordiais para o aprofundamento da interação humana e melhores resultados na vida empresarial.
Sabe o que você tem a ganhar melhorando as suas comunicações?

Autoconhecimento
Imagine uma pessoa que vive isolada, sem contato freqüente com outras. Ela se conhece? Tem domínio e consciência de seus atos e o que eles representam para os outros? É impossível. O autoconhecimento está diretamente associado aos múltiplos relacionamentos que fazem parte do nosso dia-a-dia, não apenas interpessoais, mas toda a leitura que fazemos do mundo. À medida que expandimos nossas comunicações e compartilhamos informação, as pessoas passam a ter opiniões sobre nós e dessa forma recebemos o feedback, um elemento essencial na construção do autoconhecimento.
Autoconfiança
A autoconfiança é diretamente proporcional ao grau de conhecimento sobre nós mesmos. Se um comunicador reconhece seus pontos fortes e fracos, poderá direcionar melhor suas ações e criar relações mais harmoniosas com os interlocutores.
Liderança
Durante muito tempo, a liderança foi exercida com base em conceitos rígidos, estruturas hierárquicas definidas, e não havia muito espaço para diálogos e refutações. Atualmente, isso mudou. A liderança não é mais imposta, mas conquistada e compartilhada. Para ser líder é preciso demonstrar os próprios pontos de vista e as próprias habilidades e, ao fazê-lo, usar ao máximo os recursos e técnicas que a comunicação oferece.
Através da boa comunicação os talentos individuais afloram e geram líderes com competência técnica e interpessoal para realizar o trabalho em equipe necessário ao fortalecimento e à prosperidade dos negócios.
Compreender isso faz o homem atuar como comunicador no seu espaço organizacional. A partir daí ele criará um clima de sinergia entre os membros da equipe, de modo que a transmissão da mensagem passe a ser o ponto-chave do sucesso empresarial.
A comunicação não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar resultados positivos para o profissional e para a empresa.
Oportunidades profissionais
Muita gente conhece profundamente um determinado assunto, mas não consegue transmiti-lo. Guarda as informações para si e permanece estagnada.
Profissionalmente, é importante que os outros saibam que você sabe, percebam o seu potencial e a utilidade do seu conhecimento. A comunicação é a única possibilidade de isso ocorrer, por isso a necessidade de investir no marketing pessoal. Na era do capital intelectual, compartilhar o conhecimento é um diferencial competitivo. Faça das suas comunicações um investimento lucrativo!
Criatividade
As pessoas mais abertas às comunicações provavelmente têm mais condições de resolver problemas. Porque a criatividade depende muito da liberdade com que você estabelece novas relações e conexões entre os fatos. Se não temos interesse em diversificar nossa cultura, permanecemos estagnados. Identificar os novos encadeamentos em áreas diversificadas é um dos melhores exercícios para as comunicações e a criatividade.
Flexibilidade nas relações interpessoais
Quando aprimoramos as nossas comunicações, desenvolvemos a capacidade de filtrar as informações e detectar as que não são importantes. Assim podemos fazer uma leitura mais precisa das pessoas e aumentar a nossa capacidade de estabelecer relacionamentos. Quanto mais aceitarmos que as relações não são e nem podem ser matemáticas, mais flexíveis e compreensivos seremos.
Vitória sobre os desafios
Através das comunicações enfrentamos os desafios com mais entusiasmo, porque nossos horizontes se abrem e contamos com mais possibilidades diante dos obstáculos. Além disso, podemos visualizar antecipadamente as etapas a ser cumpridas para atingir um objetivo.
Compreender a dimensão do processo comunicativo é um dos caminhos para entender a magia da essência humana. O mundo ecoa as comunicações que estabelecemos com os nossos semelhantes, sejam elas pessoal ou profissional.
Somos o meio e produto dessas relações.
Investigar como revestimos e expressamos os pensamentos nos permite conhecer as várias facetas da nossa personalidade e como elas atuam nos vários grupos sociais. É um mapa necessário, a orientação para um mergulho interior e uma aprendizagem desafiadora, essenciais para nos tornar melhores seres humanos!
 Fonte: prime cursos

Comunicação e Marketing Pessoal


Há um fato que é incontestável: a comunicação eficaz é símbolo de poder e autoridade. Cada vez mais em nosso mundo globalizado, a busca da excelência nas comunicações é um desafio para quem pretende atingir um alto nível de profissionalismo.
Em um mundo competitivo, onde um bom marketing pessoal pode ser a senha para o sucesso, há necessidade da competência técnica, aliada à competência comportamental e emocional, que incluem relações interpessoais mais enriquecedoras. E afinal de contas:
·          Quem de nós não quer ser ouvido com interesse e respeito?
·          Quem de nós não quer ser aceito?
·          Quem de nós não quer persuadir o interlocutor com ideias claras, coerentes e objetivas?
·          Quem de nós não quer participar do meio em que vive e influenciar nas decisões do grupo?
·          Quem de nós não quer transmitir segurança e fluência durante a explanação de um assunto?
·          Quem de nós não quer receber feedback positivo quanto às atuações como comunicadores e facilitadores da aprendizagem ?
Quanto ao aspecto individual, comunicar-se bem é uma forma de libertação.
Quando falamos, temos a oportunidade de arrancar as máscaras e deixarmos transparecer quem realmente somos, liberando outras formas de expressão que permaneciam em estado latente. Esse processo ajuda a dar vazão ao lado criativo, deixando emergir um “eu” mais autêntico e profundo.
Nós nos comunicamos para sermos reconhecidos e aceitos, para sabermos quem somos, por meio do espelho que o outro nos mostra. Somos eternos investigadores de nós mesmos, mas quem nos possibilita a revelação instigadora de quem aparentamos ser, no meio em que atuamos, é o outro. É ele que nos apresenta pistas, que desvendam a parte de nós que, muitas vezes é cega e surda.
Ter a sabedoria para mergulhar com coragem nessa autodescoberta é tarefa complexa. A comunicação é a ponte que propicia o desnudamento desse território tão íntimo.
Nós somos do tamanho da comunicação que conseguimos estabelecer no meio em que atuamos. Ter a coragem para se comunicar é estar disponível ao contato social. Se quisermos, cada ato comunicativo pode nos fazer despertar do sono, do limbo, da inércia, incitando-nos às ações mais produtivas.
O processo comunicativo é uma necessidade essencial à natureza humana. Gestos, atos e palavras povoam permanentemente a existência. Por meio da comunicação imprimimos nossa marca, nossa raiz, nosso chão e deixamos patente o nosso lugar no mundo. Ela projeta a personalidade e o caráter de cada um de nós e está presente, todo o tempo, mesmo através do silêncio! Respiramos comunicação!
Essa lei é imutável. Ignorá-la é selar um pacto com a inanição afetiva, mental e intelectual.
Ela é o nosso instrumento de exploração do mundo e também é, ao mesmo tempo, o instrumento com o qual o mundo nos explora. É através desse jogo que formamos, gradualmente, as opiniões, conceitos e juízos que nortearão nossas vidas, sem os quais seria impossível a convivência.
Fincamos nossa estrutura pessoal por meio das comunicações que praticamos. Se os meus pensamentos têm qualidade e consigo transmiti-los com inteligência, empatia e sensibilidade, isso pode me assegurar maior excelência nas relações interpessoais, gerando maior sucesso nas ações cotidianas.
Quando nos comunicamos bem, realizamos uma viagem em direção à essência secreta do coração e da mente do outro, e nos tornamos companheiros/cúmplices nessa travessia! Para isso, não basta falar bem, utilizando corretamente as regras gramaticais. Há necessidade de muito mais! É preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de palavras, é ir ao encontro, é abster-se de julgamentos precipitados, dando chances para a troca democrática de idéias, propiciando um clima de confiança e
bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia.
Além disso, é necessário buscar feedback quanto a nossa atuação. Só conseguimos construir relações verdadeiras a partir do momento em que enxergamos com maior propriedade quem somos nós e qual o impacto que causamos nos vários grupos sociais. Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena.
O Ser Humano é produto da comunicação que viveu.
Tendo consciência que contamos a nossa história por meio de cada ato comunicativo, tendo consciência da importância dessas inter-relações, tornando comuns os pensamentos, as sensações e os desejos, cabe-nos as seguintes reflexões:
·          Até que ponto estou comprometido com a busca de uma comunicação livre, sem distorções e obstáculos ?
·          Até que ponto estou ampliando minhas potencialidades verbais e nãoverbais?
·          Até que ponto tenho me permitido ser quem eu realmente quero ser ?
·          Até que ponto há coerência entre o que digo, penso e faço ?
·          Até que ponto minha imagem externa condiz com o que percebo a meu respeito ?
·          Até que ponto valorizo o meu “estar” no mundo ?
·          Até que ponto deixo que os medos e inseguranças sejam mais fortes que a minha coragem para administrá-los ?
·          Até que ponto saboto com pequenas armadilhas as minhas chances de sucesso?
·          Até que ponto meu magnetismo pessoal está sendo lapidado, com inteligência e determinação, com o objetivo de me tornar melhor ?
Dar-nos o direito à expressão é conquistar a liberdade de ser, é tomar posse de novos territórios, é afirmar-se perante a vida, é transformar-se no encontro com o “outro”. É preciso aprender a buscar a própria palavra, como quem busca a própria identidade.
Compreender a dimensão do processo comunicativo é um caminho para compreender a própria vida.
O mundo ecoa de acordo com as comunicações que estabelecemos com os nossos semelhantes. Somos o meio e o produto dessas relações.
Investigar a forma como revestimos e expressamos os pensamentos nos possibilita a análise das várias facetas de nossa personalidade, o que nos mostrará como atuamos nos vários grupos sociais. Esse é um mapa necessário, que fornece oxigênio para um mergulho interior e para uma aprendizagem desafiadora, tão necessária para nos tornarmos melhores como seres humanos!
 Fonte: prime curços

PRISÃO TEMPORÁRIA (PROCESSO PENAL)

DICA 

A prisão temporária somente pode ser decretada judicialmente no decorrer do inquérito policial. Não pode ser decretada de ofício. É a única prisão provisória que não está prevista no CPP (Lei 7960/89).

Possui tempo de duração previsto em lei: a) até 5 dias, prorrogáveis por igual período, nos crimes comuns e b) até 30 dias, prorrogáveis por igual período
, nos crimes hediondos e equiparados. A prorrogação, em ambos os casos, só é admitida em caso de extrema e comprovada necessidade.

Para que seja decretada, é necesário que os seguintes requisitos sejam preenchidos:
a) indícios de autoria E prova da materialidade E crime previsto no rol do artigo 1º, III, da Lei 7960/89 (cumulativos);
b) imprescindibilidade para as investigações criminais OU quando o indicado não tiver residência fixa OU não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade (alternativos).

Em síntese, devem ser preenchidos TODOS os requisitos do tópico A, somado com UM daqueles elencados no item B.

EXAME DE ORDEM -PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

DICA 
É aplicado nas situações nas quais a lesão ao bem jurídico é ínfima, desprezível. Nestes casos, o ataque ao bem ou interesse protegido é irrelevante, de somenos importância, que revela a desnecessidade da coerção penal.

Constituem requisitos:
a) mínima ofensividade da conduta;
b) nenhuma periculosidade social da conduta;
c) reduzido grau de 
reprovabilidade;
d) inexpressividade da lesão jurídica provocada
(Vade Mecum Jurídico, Capítulo de Direito Penal, Affonso Celso Favoretto e Edson Knippel, RT, 2012).

A consequência é a atipicidade material da conduta.

Pode ser aplicado, por exemplo, nos crimes de furto, lesão corporal, descaminho, porte de droga para consumo pessoal, dentre outros.


EXAME DE ORDEM - ERRO DE TIPO

DICA 
É a falsa percepção da realidade que recai sobre elementos constitutivos do tipo penal. Difere-se do ERRO DE PROIBIÇÃO.

No ERRO DE TIPO, o agente sabe que a conduta é proibida, mas não sabe que a pratica. Já no ERRO DE PROIBIÇÃO, o agente sabe o que está fazendo, mas não sabe que é proibido.

O ERRO DE TIPO pode ser ESSENCIAL ou ACIDENTAL.

O ESSENCIAL recai 
sobre elementares ou circunstâncias previstas no tipo penal (qualificadoras, causas de aumento de pena, agravantes). EXEMPLO: pessoa que leva consigo livro alheio, imaginando que fosse seu.

O ACIDENTAL, por sua vez, incide sobre circunstâncias secundárias do crime. EXEMPLO: matar uma pessoa, imaginando ser outra (erro sobre a pessoa).

Se o erro ESSENCIAL for INVENCÍVEL (inevitável ou escusável), afasta o dolo e a culpa. Se for VENCÍVEL (evitável ou inescusável), exclui somente o dolo, permanecendo a culpa, desde que exista previsão expressa.

O ERRO DE TIPO ACIDENTAL não afasta e nem diminui a responsabilidade penal do agente. E mais: responde como se tivesse efetivamente praticado o crime pretendido. São exemplos: erro de execução, erro sobre a pessoa e erro sobre a coisa.

DIFERENÇAS ENTRE NULIDADE ABSOLUTA E NULIDADE RELATIVA NO PROCESSO PENAL

DIFERENÇAS ENTRE NULIDADE ABSOLUTA E NULIDADE RELATIVA NO PROCESSO PENAL

NULIDADE ABSOLUTA: viola interesse público, o prejuízo é presumido por lei, pode ser reconhecida a qualquer tempo, inclusive de ofício, e não convalida automaticamente.

NULIDADE RELATIVA: viola interesse das partes, exige-se a demonstração do prejuízo, preclui se não alegada no momento oportuno (convalidação automática) e somente pode ser reconhecida mediante provocação das partes.

EXEMPLOS: Súmula 523, STF - Ausência de defesa: nulidade absoluta; Defesa deficiente: nulidade relativa.

CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL

CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL

a) escrito (art. 9.º do CPP): todos os atos praticados devem ser reduzidos a termo;
 

b) inquisitório: busca colher elementos para a propositura da ação penal, não se aplicando o princípio do contraditório e da ampla defesa;
 

c) sigiloso (art. 20 do CPP): os atos de investigação não estão sujeitos à publicidade. Nos atestados de antecedentes que lhe f
orem solicitados, a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes (Lei 12681/12); 

d) dispensável (art. 12 do CPP): pode ser substituído por outras peças de informação que contenham os elementos necessários para propor a ação penal;
 

e) procedimento sem rito: não há uma sequência de atos predefinida que deva ser observada pela autoridade policial, embora haja um resultado final pretendido, que é a elucidação do fato investigado.
 

(Texto extraído do capítulo de Direito Processual Penal do VADE MECUM JURÍDICO, 4ª edição (RT), elaborado por Edson Knippel e Henrique Zelante).