quarta-feira, 23 de julho de 2014

RESENHA CRÍTICA DO LIVRO "O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER UM IDIOTA

RESENHA
ERNANDES PEREIRA RODRIGUES
1-REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, Olavo de Carvalho, 1ª edição, editora Record, Rio de Janeiro. São Paulo, 2013.
2- APRESENTAÇÕES DO AUTOR E DA OBRA
Olavo de Carvalho, nascido em Campinas, Estado de São Paulo, em 29 de abril de 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros.
Olavo de Carvalho é um dos principais representantes do pensamento conservador no Brasil. Publicou diversos livros (“O Imbecil Coletivo”, “O Futuro do Pensamento Brasileiro”) e criou o site Mídia sem Máscaras (www.midia semmascara.org).
Seus textos e aulas on-line têm conquistado um público fiel ao longo dos anos. O novo livro vendeu em apenas uma semana, segundo a editora Record, 10 mil exemplares. Dos Estados Unidos, onde vive desde 2005, Olavo de Carvalho concedeu à Folha a seguinte entrevista por e-mail.
Escritos entre 1997 e 2013 e publicados em diferentes jornais e revistas do país, os 193 textos selecionados nesta obra esmiúçam os fatos do cotidiano - as notícias, o que nelas fica subentendido, ou que delas passa omitido - para afinal destrinchar a mentalidade brasileira e sua progressiva inclinação pelo torpor e pela incompreensão.
A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica.
3-RESUMO DA OBRA
O livro é dividido em 25 capítulos ou macro temas: Juventude, Conhecimento, Vocação, Cultura, Pobreza, Fingimento. Democracia, Socialismo, Militância, Revolução, Intelligentsia, Inveja, Aborto, Ciência, Religião, Linguagem, Discussão, Petismo, Feminismo, Gayzismo, Criminalidade, Dominação, EUA, Libertação e Estudo.
Cada um deles reúne um grupo de textos, e alguns se desdobram em subtemas, como a espetacular seleção de textos de “Revolução”, reunidos sob rubricas distintas, como, entre outras, Globalismo, Manipulação e Capitalistas X Revolucionários.
Vivemos tempos um tanto brutos, hostis ao pensamento. Vivemos a era em que o sentimento de “justiça” ou o de “igualdade” com frequência, alheios ou mesmo refratários a qualquer noção de direito — reivindicam um estatuto moralmente superior a conceitos como verdade e realidade; estes seriam, por seu turno, meras construções subjetivas ou de classe, urdidas com o propósito de provocar a infelicidade geral. Olavo demole com precisão e brilho a avalanche de ideias prontas, tornadas influentes pelo “imbecil coletivo” e que vicejam muito especialmente na imprensa fenômeno enormemente potencializado pelas redes sociais..
O livro “o mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” de Olavo de Carvalho, que reúne ensaios publicados em jornais e revistas, tornou-se um best-seller quase instantâneo. Em entrevista, o filósofo radicado nos EUA analisa criticamente tanto a esquerda brasileira como uma parte da “direita nascente”, que ele diz serem formadas e formadoras de idiotas.
O mínimo que todo mundo precisa saber para não ser um idiota não é tão mínimo assim. Ao menos na visão de Olavo de Carvalho, ela engloba quase 200 textos, espalhados por 616 páginas. Abarca uma miríade de temas como história, democracia, religião, ciência, linguagem, educação, guerra (mas não só). Todo esse material, publicado originalmente pelo filósofo em jornais e revistas entre 1997 e 2013, é agora reunido em “O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota” [Record; 616 págs.; R$ 51,90].
Apontar um idiota reconhece o livro, é tarefa fácil. Mais difícil é não sê-lo, nem fazer papel de um. Na nada modesta cruzada de livrar o leitor de toda forma de idiotice, o volume elege como alvo principal o pensamento de esquerda que considera hegemônico no país.
Segundo o autor, o brasileiro tem o mais autêntico desprezo pelo conhecimento, agarrando-se a suas ideias toscas sem a mínima intenção de reformá-las. No Brasil, até mesmo professores universitários são imunes às tentações cognitivas.
O aprendizado é impossível sem o direito de errar e sem uma longa tolerância para com o estado de dúvida.
O homem tem o dever de usar a inteligência de forma imparcial, recebendo as informações sem ideias pré-concebidas para formar cientificamente, sem preconceitos, a própria opinião.
O autor frisa que o homem será capaz de conhecer a si mesmo usando o método milenar cristão do exame de consciência. Como o alimento, o conhecimento digerido apenas de informações exteriores transformar-se-á em detritos. O homem, na solidão, será capaz de promover o verdadeiro conhecimento.
O autor inicia o livro falando sobre a temática da vocação e seus equívocos, e ainda abre uma ampla discussão se o que  fazemos por dinheiro ou por prazer, uma vez que muitos esqueceram sua vocação pelo dinheiro Quem faz algo por vocação obedece a um chamado interior, independentemente do prazer ou do lucro que venha a obter. Considerações de lucro ou prazer ficam fora.
O autor reza que essa tendência em que o brasileiro deixa de seguir sua vocação foi herdada historicamente pelos portugueses que desejavam enriquecer rapidamente, por negros que eram escravos e por índios marginalizados, formou uma população de invejosos do sucesso alheio.
No que diz respeito à cultura brasileira, o autor menciona que a nulidade da nossa contribuição espiritual chega a ser um fenômeno espantoso, sem paralelo na história do mundo. A pressa com que nosso povo copia hábitos, modos de falar e até nomes estrangeiros, dando a seus filhos nomes ingleses ou franceses mostra a profunda indiferença popular com a cultura nacional. Nosso patriotismo é vazio como a nossa cultura.
O autor pontifica que língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podes sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. A afirmação desses três domínios antecede as realizações político-econômicas; não, o contrário.
Para ele, no Brasil, qualquer sujeito que tenha algum dinheiro acredita-se conhecedor do mundo, um dominador dos segredos mais íntimos da mente humana, da história, da sociedade e do poder.
Por mais patente que seja aos observadores de fora, a periculosidade dessa causa permanece invisível para aquele que a subsidia. Isso é necessariamente assim, porque nenhum idiota poderia imaginar-se superior se não se mostrasse também superior aos vulgares conflitos ideológicos e partidários, declarando reiteradamente que esquerda e direita são estereótipos superados e portanto aceitando como altas produções culturais, ideologicamente neutras por sua superioridade mesma, as mais ostensivas e violentas expressões da propaganda esquerdista.
Carvalho nos ensina que o maior perigo da democracia é os cidadãos deixarem-se persuadir por um sorriso sarcástico de superioridade vagamente atemorizante em vez de por provas e documentos. Padronizando as opiniões, a mídia é nociva à integridade do processo político.
Segundo o autor, graças à imprensa, a opinião pública mundial evoluiu da idiotice à psicose.
A imprensa brasileira é atrelada ao poder e, por isso, mente.  Algo semelhante acontece com a imprensa americana. Opinião do autor.
O autor preleciona que a inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.
Para o autor, o homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito.
Nas palavras do autor, o conhecimento científico é uma subdivisão da capacidade racional do homem. Em outras palavras, Ciência não existe. É a razão, não o método científico, que confere sentido ao próprio discurso científico.
Em suma, o conhecimento científico e mais ainda aquilo que hoje se entende popularmente como tal é uma subdivisão especializada da capacidade racional geral e tem nela o seu fundamento, não podendo julgá-la por seus próprios critérios.
Para o autor, as mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Essa afirmação não é verdadeira, na opinião do autor.
Para ele, há milênios os homens morrem em campos de batalha, carregam pedras, erguem edifícios, lutam com as feras, atravessam desertos, mares e florestas, sacrificando a sua vida em benefício das mulheres.
Outro ponto relevante levantado pelo o autor é sobre o movimento gay. Segundo Olavo Carvalho, no início este movimento parecia bom e necessário, mas isso foi só a fachada, a camuflagem do que viria depois: um projeto de dominação total que proíbe críticas e não descansará enquanto não banir a religião da face da Terra..
O autor ainda ressalva que ninguém pede ajuda a um psicólogo para livrar-se de uma conduta indesejada se é capaz de controlá-la pessoalmente ou se não quer abandoná-la de maneira alguma.
É bem diferente de alguém que é homossexual porque quer, ou de alguém que deixou de ser homossexual porque quis e teve forças para isso. Proibir o tratamento de uma compulsão é torná-la obrigatória, é fazer de um sintoma neurótico um valor protegido pelo Estado. É uma ideia criada por psicopatas e aplaudida por histéricos.
Olavo de Carvalho encerra a temática dizendo que entre as diversas atividades sexuais, aquela da qual deriva a continuidade da espécie humana tem manifesta prioridade sobre quaisquer outras.
Com relação a criminalidade, o autor faz duras críticas às leis brasileiras aonde chega a afirmar que pela lei, no Brasil você pode matar roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade, pois existe o Auxílio Reclusão. Já, a família do cidadão comum morto por bandidos não tem direito a nenhum auxílio governamental.
CONCLUSÃO
Concluindo podemos dizer que já no título da obra já instiga de forma provocativa ao leitor adentrar na obra
O título do livro é um tanto provocativo, até mesmo para atrair o leitor. Seria ate um pouco filosófico chamar de “idiota” quem não compartilha certas ideias.
De acordo com o autor, ninguém é ali chamado de idiota por “não compartilhar certas ideias”, e sim por pretender julgar o que não conhece, por ignorar informações elementares indispensáveis e obrigatórias na sua própria área de estudo ou de atuação intelectual.
Nesse sentido, creio ter demonstrado meticulosamente, neste e em outros livros, que alguns dos principais líderes intelectuais da esquerda brasileira, assim como uns quantos da direita nascente, são realmente idiotas e fabricantes de idiotas.
“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO”.
Para nos apresentar minimamente o conjunto de opiniões de Olavo, Felipe Moura Brasil dividiu o “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota“ em várias seções. Se Olavo de Carvalho quer educar o maior número de pessoas, o trabalho de divisão do livro é excelente como guia minimalista e inicial. A organização facilita a consulta por temas e também permite a qualquer um escolher qual ordem ler os artigos: não há uma sequência no livro e os temas quando não são independentes encontram as referências a outros artigos em notas e comentários.
Dentre as muitas ideias apresentadas por Olavo na coletânea do livro há uma que é a principal e o tema mais recorrente em relação ao Brasil, tendo o auge da sua exposição nos artigos agrupados sob o título “CULTURA”, mas também complementada com o artigo “A origem das opiniões dominantes”, que está no grupo “DISCUSSÃO” e é destacado na contracapa do livro: é uma crise cultural o nosso maior problema. Todo o descaminho geral é consequência disso.
 A corrupção política, a pobreza no debate nacional, a violência, pessoas servindo a causas que deveriam ser contrários, a tentativa de calar os opositores, falta de coragem de opor-se à maioria, a recusa em conhecer as ideias que vão contra o que se crê, estudos viciados, produção cultural irrelevante
A minha crítica diz respeito ao fato de ele se coloca como liberal e conservador, o que é uma grande mentira. Conservador, sim, ele é, mas não liberal. Olavo de Carvalho é fascista e sua defesa de um ditador como Franco é uma prova contundente disso.
Ademais, ele está sempre se colocando a favor de golpes militares e ditaduras de direita e só um tonto não perceberia o quanto há de fascista em seus discursos. Olavo não defende Estado mínimo nem liberalismo nenhum. Ele não defende abertamente o nazismo porque sabe que isso lhe traria uma série de complicações, mas em essência seu pensamento é totalitário, antidemocrático e antiliberal.
O autor se posiciona diante de temas extremamente polêmicos, como a concentração de renda no socialismo, contudo, a ONU e de outras instituições que mostram que onde tem melhor distribuição de renda é nos países capitalistas, não nos socialistas. Aliás, nos socialistas não têm distribuição de renda nenhuma, tem é trabalho escravo.
Olavo é um radical, pois cita livros que nunca são publicados por aqui. Claro, livro que não é publicado aqui é por que é radical de direita. Só os fascistas é que lançam livros nos Estados Unidos
Olavo está contribuindo com o “emburrecimento” de pessoas que estão acostumadas a comprar pacotes prontos e consumi-los. É mais cômodo. Pesquisar, alimentar nosso senso crítico, buscar respostas é mais trabalhoso. Porque a cada “resposta” novas perguntas surgirão. Então ele apresenta suas “teorias de pacotes e fascículos” explorando até pessoas que querem aprender, mas caem no golpe e são doutrinados, tolidos da liberdade de argumentar.

Olavo é declaradamente direitista e na sua ambição de provar que sua visão está sempre correta ele não tem escrúpulos em fraudar a história

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